quinta-feira, 18 de julho de 2019

Dia triste...
Dia que eu lembro daquela criança chorando que não queria sair dos meus braços para ir para os braços da própria mãe.
Minha confusão sem entender muito bem o que estava acontecendo e sem ter ideia do que ainda viria pela frente.
Quando essa lembrança triste me assombra, eu penso: vou lembrar de alguma coisa boa com aquele pequeno bebê mas, ao lembrar dos bons momentos, vem a saudades e... acaba comigo.
Que situação.
Que beco sem saída.
Que sofrimento.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

um agradecimento e um pedido

Papai (Deus)

Obrigada por ter me atendido e dado consolo e aceitação ao meu coração.
Obrigada por ter inventado a lágrima.
Confesso que já chorei algumas vezes na vida mas era diferente, eu acho.
Me lembro de chorar e as lágrimas escorrerem pelo meu rosto mas hoje, elas brotam do fundo do meu ser, saem nos olhos e de tão pesadas e abundantes, já caem na minha roupa, no meu colo, só algumas teimam em ainda rolar demoradamente rosto abaixo.
As lágrimas tem me feito companhia, todos os dias...
Não sei como eu "transbordaria" tanta dor e saudade sem elas mas...
A saudade... Deus, como o Senhor aguentou ficar sem Jesus enquanto ele esteve na Terra?
Papai... o Senhor é muito forte, muito forte, bom e generoso.
Papai, me ajuda em mais uma etapa desse processo de luto?
Me ajuda a superar a saudade?
Ela é em dobro, tem dado muito trabalho pra lidar com ela.
E se não for pedir muito, cuida do meu menininho. Seja pra ele o pai que o "pai enganado" dele não conseguiu continuar a ser. Protege e guarda essa criança em nome de Jesus.
Com humildade eu te peço e com esperança te aguardo, amém.

domingo, 26 de maio de 2019

Sem título

Por questões que não vem ao caso, meu pai, um senhor octogenário e já em processo de demência, não costuma frequentar minha casa.
Depois de alguns argumentos convincentes, aceitou passar o final de semana comigo em minha casa.
A primeira vez desde que meus pais se separaram.
Reclamou que minha casa é fria mas eu vesti ele com meus casacos, coloquei um cobertor no cadeirão (poltrona) para ele cobrir as pernas e assim passamos o sábado entre ele vendo eu trabalhar, eu "vigiando" a máquina de lavar (pra ver se estava lavando direito minhas roupas) e muita comilança.
A vida inteira ele se gabou por acordar cedo, como se isso fosse uma espécie de diferencial na vida, uma virtude humana que ele possuía que o elevava acima dos demais mortais. Tudo bem. Opinião pessoal dele. Mas, eu realmente tenho esse "problema": preciso dormir cedo e acordar cedo. Funciono a base da luz solar, rs.
Domingo, termômetro aponta treze graus célcios e lá vou eu sair da cama as sete.
Me arrumei, fiz café, preparei a mesa e... fui acordar meu pai.

Eu: Pai, acorda, já são oito horas.
Ele: Que dia é hoje?
Eu: É Domingo e já são oito horas.
Ele: (aparentemente sem me reconhecer mas reconhecendo que a cama estava muito agradável, rsrs) Quem é a senhora para me fazer sair da cama cedo?

Só não cai na risada pq fui pega de surpresa pela resposta, rs.
Esse é o velho pai que eu conheço... o autoritário, rs.
Enfim, cá estou eu ouvindo a distância o assobio da sua respiração enquanto dorme. Acho que vou dar uma palhinha pra ele e deixar ele ficar na cama até as nove horas, rsrs.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

"A ausência é para o amor o que o vento é para o fogo: apaga o fraco e aviva o forte."
Hoje eu estou um Zé Melancólico.
Só por hoje.

sábado, 25 de novembro de 2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Submarino Argentino ARA San Juan

Não consigo parar de pensar no desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan, nos 44 tripulantes e em suas famílias.
Que lugar para se fazer um último contato.
Pelas correntes marítimas eles podem estar totalmente fora da rota.
Estou pedindo para Deus, um milagre.
Meu coração está triste mas eu ainda tenho esperança.




quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dezembros - Fagner e Zeca Baleiro


Dezembros
Composição: Fagner, Zeca Baleiro E Fausto Nilo
Nunca mais a natureza da manhã
E a beleza no artifício da cidade
Num edifício sem janelas
Desenhei os olhos dela
Entre vestígios de bala
E a luz da televisão
Os meus olhos têm a fome
Do horizonte
Sua face é um espelho
Sem promessa
Por dezembros atravesso
Oceanos e desertos
Vendo a morte assim tão perto
Minha vida em suas mãos
O trem se vai
Na noite sem estrelas
E o dia vem
Nem eu nem trem, nem ela