quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Tolerância?

Vejo o noticiário e penso até quando poderei usar minha correntinha com um crucifixo vazio pendurada no meu pescoço sem sofrer algum tipo de perigo nas ruas?
(Nota: meu crucifixo é vazio pq minha crença é que Jesus morreu pelos meus pecados mas ressuscitou.)
Ai, vejo um lindo cachecol com belos pontos de crochê (talvez tricô mas meu chute vai para o crochê, rs) e usando as cores do arco iris e penso: que coisa linda! Pena que vivo num mundo onde é perigoso usá-lo.
A vida na Terra, com este corpitcho humano, é muita curta pra tanto receio...



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Baal e os cultos de fertilidade

Baal e os cultos de fertilidade
"OSEIAS 2 A adoração a Baal, o deus cananeu da tempestade, era objeto de condenação especial por parte de Oseias e de outros profetas.
A veemência da condenação profética a esse culto indica quanto o problema era abrangente e prejudicial.
Temos várias informações sobre Baal nos textos bíblicos, como nestes exemplos:
- Números 25 — a narrativa de Baal-Peor, que apresenta a proeminência da prostituição sagrada dentro do culto;
- IReis 18 — a contenda que envolveu Elias e os profetas de Baal no monte Carmelo, ilustrando a popularidade do culto a Baal e o uso da autoflagelação como forma de demonstrar devoção a essa divindade;
- Oseias 2 — o versículo 8 indica que o povo associava Baal com a prosperidade, e os versículos 16 e 17 sugerem que muitos achavam que Baal e Yahweh eram um só.
Também aprendemos muita coisa a respeito de Baal dos antigos tabletes em escrita cuneiforme, especialmente os de Ugarite, e das inscrições fenícias.
Os hinos e poemas épicos de Ugarite nos proporcionam alguma coisa sobre a "teologia" do culto a Baal.
0 significado básico da palavra baal é "senhor", o que sugere sua importância para a religião cananeia.
Ele era chamado "príncipe Baal [deus] da terra." Entretanto, o deus El era nominalmente a deidade suprema na mitologia de Ugarite.
Baal, aparentemente, exercia um papel importante no panteão e acabou superando El.
A companheira (ou parceira) de Baal normalmente é identificada como a deusa Anat, embora às vezes outra deusa, Aserá, assuma esse papel.
Baal foi declarado rei depois de supostamente ter derrotado o deus Yam (Mar) na batalha.
Em outro mito, ele é morto pelo deus Mot (Morte), mas com a ajuda de Anate reviveu e derrotou o oponente.
Baal não apenas era exaltado como uma deidade importante, mas também atuava como o deus cananeu da tempestade, "o cavaleiro das nuvens".
0 nascimento de um descendente saudável e o afastamento da escassez eram as principais preocupações no antigo Oriente Médio.
Consequentemente, a fertilidade assumia significado religioso.
No Egito, o deus Osíris era identificado como o rio Nilo e sua inundação perene — a base da atividade agrícola do Egito.
Na Mesopotâmia, o culto a Tamuz e ao seu cônjuge, Inana, representava o poder da fertilidade e incluía a prática da prostituição sagrada.
Para Israel, sociedade agrária situada numa região de clima seco, a reverência a um deus que podia enviar chuva tornou-se uma tentação irresistível.
Um mito cananeu atribuía fertilidade agrícola à "chuva de Baal".
Oseias 2.5 indica a aceitação da influência de Baal sobre todos os aspectos da vida: "comida" e "água" para alimento "lã" e "linho" para bens materiais e "azeite e "bebida" para rituais de culto ou para luxo pessoal.
Embora a prostituição sagrada não fosse parte de todo culto de fertilidade, Israel também incorporou esse aspecto (4.10-14), e a tentação sexual do culto foi forte demais para muitos israelitas.
A situação foi agravada por um número enorme de santuários locais, nos quais "os baalins" eram adorados sob vários títulos (como Baal-Peor, Baal-Hamom, Baal-Zefom, Baal do Líbano e Baal de Sidom; ver 2.13,17).
Esse fenômeno é atestado pela grande variedade de representações de Baal nas inscrições fenícias.
0 fato de os israelitas confundirem Baal com Yahweh é notável.
Embora a adoração a Baal, vista de longe, fosse obviamente terrível, os envolvidos foram influenciados de tal forma pela cultura dominante que permaneciam convencidos de que eram seguidores devotos e ortodoxos do Senhor— enquanto adoravam Baal."

Fonte: Bíblia de Estudo Arqueológico - NVI, Pág. 1414, Editora Vida.

Reflexão:
Aquele momento que eu paro e medito em quantos "Baal's" a gente se prende no cotidiano em que vivemos.
Por acreditar estar agindo corretamente para com o próximo e confundindo com o mandamento de "amar ao próximo como a nós mesmos", sendo condescendente (as vezes ate conivente) com coisas que não deveríamos, corruptos nas pequenas situações do dia a dia, enfim... pecando de forma desonrosa.
Que Deus tenha misericórdia de mim para com os meus erros e me ajude a encontrá-los e corrigí-los. Amém.
Deus eu te amo, Jesus Cristo eu te amo, Espírito Santo eu te amo.

domingo, 25 de maio de 2014

As 15 horas costuma ser uma "hora mágica" para os Cristãos pois é a hora que (teoricamente) Jesus morreu fisicamente na cruz.
Outro dia, próximo as 15 hs, eu lembrei-me das "meninas da Nigéria".
Fiquei lá, por alguns minutos, naquele momento de fé e contemplação, orando pelas meninas da Nigéria e eis que penso: mas e as "outras meninas"?! Quem vai orar por elas?
E eu orei...
Orei pelas meninas ribeirinhas do rio Amazonas e outros rios brasileiros.
Orei pelos meninos chineses que hoje em dia já não teêm mais com quem se casar devido a restrição imposta de um filho por casal (e para quem ainda ñ sabe, nesta cultura, é o filho homem é quem cuida dos pais).
Orei pelas meninas chinesas que são raptadas e forçadas a se casarem com quem têm dinheiro para pagar pelo rapto delas.
Orei pelas meninas indianas que são mortas ao nascer pq seus pais não teêm condições de pagar o dote qdo elas crescerem e quiserem se casar (menina na Índia é um ônus e não um bonus).
Orei pelas meninas que casam cedo (ainda crianças) e têm seus casamentos consumados enquanto ainda são crianças.
Orei pelas meninas que são oferecidas sexualmente para turistas (isso não li e ninguém estranho me contou, eu sei pq ofereceram uma menina para meu próprio pai, por volta de 1991 qdo ele foi resolver "uns problemas familiares" na cidade de Areia Branca no Ceará).
Orei pelas crianças das carvoarias (e também pelos seus pais).
Orei pelas crianças vítimas de todos os tipos de abuso.
Obs.: na Índia (e se ñ me engano, na China também) é proibido para o médico que faz o pré-natal, avisar qual é o sexo do bebê. Motivo? As pessoas, ao saberem que é uma menina abortam e muitas vezes já em tempo de gestação avançada (mais que três meses) e com isso morre o feto e a mão (pq mulher ñ têm valor algum nesses lugares).
O por tudo isso e muito mais... eu oro.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Socialismo na sala de aula

Aula de Administração Adrian Rogers, 1931
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. ' O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"... Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa. O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. "Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável." "É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Recebi por e-mail em 09/05/2012

Editado em 01/09/2013.
Gostaria de agradecer o e-mail que recebi abaixo e divido com vocês. Maria Lúcia, obrigada e eu deixei você identificada apenas como Maria Lúcia pois não sabia se gostaria que aparecesse seu e-mail ou não. Eu não encontrei o comentário nos que estavam aguardando moderação para depois serem deixados como público. Peço desculpas pela demora. As vezes fico muito tempo ausente da internet, rs. Obrigada mais uma vez pela colaboração. ;-)

Sobre a postagem "Socialismo na sala de aula" Maria Lúcia 24/05/12
Olá, Branca: Gostaria que soubesse que a postagem, descrita em "Assunto", chamou a minha atenção a ponto de "buscar" mais informações sobre ela, pois você nos contou que a recebeu por e-mail. Estava para postar um comentário de dois endereços eletrônicos em que a encontrara, mas houve uma falha e o comentário não foi postado. Entendi, então, que deve ficar a seu critério fazer algum comentário sobre a postagem, após ler esta mensagem até o final. Finalmente, procurei por Adrian Rogers e fiquei sabendo que 1931 é o ano de nascimento dele é que foi um Pastor (já faleceu). Caso lhe interesse, há muito mais sobre ele no endereço que lhe envio:

http://www.quatrocantos.com/lendas/419_adrian_rogers_experimento_socialista.htm

O "Quatro Cantos" informa que nunca houve "experimento socialista" e nos fornece, em inglês, a frase original que deve ter inspirado o autor desse "hoax" ou lenda urbana. Em outros endereços, encontramos a tradução da frase original. Espero ter sido útil e saiba que já reenviei (se não continuo a reenviar) mensagens que não pertencem a supostos autores e cujo texto original foi modificado.
Abraços de Itu / SP

sábado, 26 de março de 2011

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos



Um dos mais conhecidos heterónimos de Fernando Pessoa. Álvaro de Campos (1890 - 1935) foi descrito pelo próprio Pessoa: Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inactividade.
Fonte: http://www.pensador.info/autor/Alvaro_de_Campos/

Texto disponível no livro:
"Fernando Pessoa - Obra Poética", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 418.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Nem tudo se pode ver, ouvir ou dizer (por Betty Milan, escritora e psicanalista)

Descaradamente surrupiado do Blog Espaço Sinhá, Cadê "seu" Padre?
http://maluber2.wordpress.com/2011/01/10/nem-tudo-se-pode-ver-ouvir-ou-dizer-betty-milan-revista-veja/

Enquanto eu aguardava o dentista me chamar fiquei folheando uma revista Veja e deparei-me com esse texto que falou muito pra mim naquele momento.
Depois disso, sai a caça do texto pela internet e como encontrei-o na integra neste Blog e fiquei com medo de perdê-lo novamente (como perdi a revista q não era minha, rs)resolvi surrupiar o texto descaradamente.

Bom uso!


Da revista Veja, página 92, Editora Abril, edição 2.199 – ano 44 – n.º 02 – 12jan2011

Para outros textos de Betty Millan: www.veja.com/bettymilan

A psicanalista e escritora Betty Milan assina a coluna Consultório Sentimental em VEJA.com. Uma vez por mês, ela publica em Veja um artigo especialmente escrito para a revista impressa.

Um músico me escreve contando que pertence a uma grande orquesta, mas não tem prazer no trabalho por causa dos colegas. Não suporta o despotismo, a vaidade, a prepotência, a arrogância e a mania de grandeza de alguns. O convívio com “egos inflados” é demasiadamente penoso, e ele me pergunta o que fazer.

Eu, que sempre faço a apologia do ato generoso da escuta, sugiro ao músico que faça ouvidos moucos. Lembro que ele tem o privilégio de escutar os sons mais sutis e sabe ouvir o silêncio. Não precisa dar ouvidos ao que não interessa. Inclusive porque egos inflados estão em toda parte e a luta contra eles não leva a nada. Evitar a luta de prestígio é um bem que nós fazemos a nós e aos outros.

Para viver, nem tudo nós podemos ver, escutar ou dizer. Isso é representado, desde a Antiguidade, pelos três macacos da sabedoria. Cada um cobre uma parte diferente do rosto com as mãos. O primeiro cobre os olhos, o segundo, as orelhas e o terceiro, a boca. A representação é originária da China. Foi introduzida no Japão, no século VIII, por um monge budista. A máxima que ela implica é “não ver, não ouvir e não dizer nada de mau”. Foi adotada por Gandhi, que levava sempre consigo os três macaquinhos, o cego, o surdo e o mudo – Mizaru, Kikazaru e Iwazaru.

Eles ensinam a não enxergar tudo o que vemos, não escutar tudo o que ouvimos e não dizer tudo o que sabemos. Noutras palavras, ensinam a selecionar e a conter-se. Isso é decisivo para uma atitude construtiva, mas não é fácil. Somos impelidos a focalizar o que nos prejudica – impelidos por um gozo masoquista ao qual temos de nos opor continuamente. Só a consciência disso permite não sair do caminho em que a vida desabrocha.

Seleção e contenção tornam a existência mais fácil. Desque que não sejam um efeito da repressão, como na educação tradicional, e sim do desejo do sujeito – um desejo vital de se opor às forças do inconsciente que podem nos fazer mal. Isso implica a humildade de aceitar que o inconsciente existe e nós não somos donos de nós mesmos.

A ideia não é nova. Data da descoberta da psicanálise por Freud, no fim do século XIX, mas continua a ser ignorada porque é difícil nos livrarmos do ego. Sobretudo numa sociedade como a nossa, que tanto valoriza, e que não condena a vaidade, a prepotência, a arrogância. Pelo contrário, estimula-as para se perpetuar.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Servidão

"Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente" (Mt 20:28).

Eu diria que se eu vim para servir, deve ter sido para servir da palhaça para os outros.